Leitura ExclusivaLuiza Gomide de Castro

Maratona: a decisão que eu sempre adiei e finalmente tomei

2 de junho de 2026
3 min de leitura

Não é de hoje que a maratona mora na minha cabeça. Mas sempre respeitei muito essa distância. 42km não é brincadeira, e eu sabia disso antes mesmo de entender direito o que significava chegar lá.

Minha primeira meia maratona foi em novembro de 2013. Ou seja, a corrida não entrou na minha vida agora. Ela já faz parte de mim há mais de uma década. E foi exatamente por isso que nunca quis me precipitar na maratona: quem corre há tempo sabe que existe uma diferença enorme entre querer e estar pronto.

Esse ano senti que era a hora.

Não sei exatamente o que mudou. Talvez a maturidade de treino, talvez o momento de vida, talvez a vontade de ter um objetivo grande pra mover tudo o resto. O fato é que a decisão foi tomada, e com ela vieram outras decisões que eu não esperava que fossem tão importantes quanto a primeira.

O que eu aprendi antes de dar o primeiro passo

Mesmo sem ter corrido ainda os 42km, já aprendi uma coisa fundamental: maratona não é só correr.

A preparação envolve treino de corrida, sim. Mas também alimentação ajustada, fortalecimento muscular, acompanhamento de fisioterapia e uma gestão de energia que vai muito além das pernas. Quem me contou isso foi meu treinador, e eu ouvi com atenção. Porque faz sentido: quanto mais longa a prova, mais o corpo inteiro está em jogo.

O compromisso é grande. E eu entrei nele de olhos abertos.

A escolha da prova

Essa foi a primeira grande decisão depois do "sim" pra maratona.

Tentei o sorteio de Valência. Não deu. E na minha primeira maratona eu não queria ir por agência, queria algo mais próximo, mais meu.

Explico: algumas maratonas internacionais muito concorridas, como Valência, Londres ou Nova York, têm vagas limitadas e sorteio de inscrição. Quem não é sorteado pode garantir um lugar comprando pacotes por agências especializadas em turismo esportivo, que incluem inscrição, hotel e voos. Funciona, mas o pacote tem um custo alto e uma pegada mais de "experiência organizada" do que de aventura própria. Pra minha primeira maratona, eu queria sentir que a jornada era minha, não um roteiro pronto.

Então conversei com meu treinador e chegamos juntos à resposta: Maratona de Buenos Aires.

Uma galera da minha assessoria vai, o que muda completamente a experiência. Buenos Aires é perto do Brasil, o clima é agradável na época da prova e o percurso é razoavelmente plano, ótimo para uma primeira vez. E tem mais: eu já corri a meia maratona de Buenos Aires. Conheço um pouco da prova, da organização, da cidade. Não vou chegar completamente no escuro.

O calendário de provas do ciclo

Depois de escolher a maratona principal, veio outra decisão importante: quais provas ao longo do ciclo vão me preparar para chegar bem em Buenos Aires?

Aqui o Pace5 entrou de verdade no processo. Junto com meu treinador, olhei as provas disponíveis na plataforma e montei meu calendário de corridas para esse ciclo. Cada prova tem um papel: uma serve para testar o ritmo, outra para acumular volume, outra para simular condições de prova.

Já estou inscrita e de olho em outras datas que podem ainda entrar no calendário. Aqui algumas que já estão no meu calendário do pace5. SP City,Athenas Run Stronger e Run The Bridge

E você?

Quais são seus próximos desafios e provas? Me conta nos comentários.

Vou voltar aqui regularmente para contar como está sendo esse ciclo, os treinos, os medos, as conquistas e tudo que eu for aprendendo no caminho. Me acompanha nessa jornada?

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Luiza Gomide de Castro

Colunista Pace5•@luizagomide

Luiza Gomide é corredora amadora apaixonada por maratonas e criadora de conteúdo na Pace5. Compartilha dicas de treino, percurso e relatos reais das maiores corridas do país.

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